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O concelho de Condeixa-a-Nova, sem tradições gastronómicas muito alargadas, inclui contudo, no seu receituário mais tradicional, algumas confecções de destaque.

 

O prato de maior nomeada e um dos cartões de visita da vila é, sem margem para dúvidas, o cabrito assado em forno de lenha, com guarnição de batatas assadas e grelos cozidos; nas freguesias do concelho, este prato cede lugar à chanfana de cabra acompanhada com batata cozida. Há razões de natureza sócio-económica a subordinar esta orientação gastronómica: por um lado, a abundância de gado caprino (sobretudo no sudeste do concelho); por outro, a posição de supremacia económica da vila face às freguesias que, tradicionalmente mais humildes, vendiam os tenros cabritos à vila e reservavam para si a carne de cabra, certamente mais difícil ao garfo, mas que a caçoila transbordante de vinho sempre ajudou a amaciar.

 

Nas pastagens do concelho — onde se criam rebanhos de cabras e ovelhas — abunda a erva-de-Santa-Maria que confere ao leite um travo inconfundível; dai que sejam também muito apreciados os produtos que a partir dele se fabricam, como o licor de leite ou o afamado Queijo do Rabaçal. Mole ou curado, fresco ou amanteigado, o queijo do Rabaçal casa com pão ou broa, regado com jeropiga ou café; se é o Rabaçal que lhe dá o nome, o seu fabrico ocorre igualmente na freguesia do Zambujal (mas também na do Furadouro e até na da Bendafé) onde é ainda, essencialmente, um processo artesanal.

 

Ao nível da doçaria, a escarpiada — confeccionada no forno, à base de massa de pão, açúcar amarelo, azeite e canela — é a iguaria típica.

 

Mas no concelho produzem-se ainda outros produtos de referência: o vinho de Vila Seca, o mel, o azeite e os frutos secos — com particular destaque para a noz — são característicos da região.

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